Entrando em modo usuário
September 15, 2006 on 1:41 am | In DebianBR, Portuguese, Work | 2 CommentsDevido a um projeto no trabalho, é bem possÃvel que eu tenha que passar as próximas semanas (ou meses, quem sabe) me dedicando a produzir muita documentação. Eu escrevo muito diariamente, mas desde sempre só uso vim. Porém, devido a essa documentação ter que ser produzida em um formato que possa ser compartilhado com outras pessoas normais (não técnicas), me vi obrigado a começar a explorar as possibilidades do OpenOffice.org Writer, já que o mÃnimo que eu poderia fazer era dar força ao padrão ODF.
Não estou acostumado com esse tipo de software e não consigo gostar de processadores de texto complexos como esses, mas pelo que vi até o momento, ele parece até bem completo. O mais estranho é perceber que, depois de um tempo lidando com o bicho, você se dá conta de que está fazendo downloads de verificadores ortográficos e de dicionários de termos de informática e, o pior de tudo, está realmente usando isso tudo.
Uau ! Tenho medo do que pode estar por vir. Acho que vou começar a virar usuário comum. Socorro ![]()
Sorry for the noise
September 8, 2006 on 7:26 pm | In Debian, English | No CommentsSorry Planet Debian. The last post was intended to appear on Planeta Debian Brasil only, not on Planet Debian. I tend to separate my posts written in english and in portuguese using different categories for each and have both Planet Debian and Planet Debian Brasil being feed from the relevant URL for each category.
It was just a mistake from my part giving the last post (written in portuguese) the wrong category. It’s already fixed and I hope not to make the same mistake again in the future.
Por quê Debian ?
September 8, 2006 on 6:07 pm | In DebianBR, Portuguese | 6 CommentsTenho aqui comigo o inÃcio de um texto antigo, que comecei a escrever há uns dois anos atrás, sobre porque eu uso Debian. Nunca consegui finalizá-lo direito, mas achei que não seria justo deixá-lo aqui jogado em um diretório empoeirado de meu HD (meu ~/txt tem muita coisa iniciada e não finalizada).
Um dia ainda vou terminá-lo e acrescentar mais conteúdo, só preciso estar num dia inspirado para tirar todas as idéias da cabeça e colocá-las na forma de palavras. De qualquer forma, mesmo inacabado, espero que gostem. E lembrem-se : meu blog aceita comentários
Por quê Debian ?
Eu também ouço esta pergunta quase diariamente. Para que eu não tenha que respondê-la novamente a toda vez que me perguntem, resolvi sentar e escrever uma resposta padrão para a mesma. Assim, toda vez que alguém me faz esta mesma pergunta novamente, eu simplesmente peço para a pessoa ler este texto.
Aspectos técnicos
Qualidade. Sim, qualidade. Erroneamente, a maioria das pessoas que não utilizam Debian ou que não o conhecem pensam que o grande motivo pelo qual o Debian se diferencia das outras distribuições GNU/Linux é puramente pela existência da ferramenta APT, a qual auxilia na resolução automática de dependências, facilitando enormente o gerenciamento de softwares.
Realmente, trata-se de uma ferramenta extremamente útil. Porém, atualmente, diversas distribuições GNU/Linu baseadas em pacotes no formato RPM (Red Hat, Fedora, Mandriva, etc) utilizam por padrão ou suportam, mesmo que não oficialmente, mecanismos de resolução automática de dependências e gerenciamento de softwares similares ao APT. Algumas até mesmo utilizam um porte do próprio APT, adaptado para funcionamento com pacotes no formato
RPM.O que diferencia o Debian das demais distribuições GNU/Linux é a qualidade. O apt-get é a parte visÃvel à qual o usuário tem acesso e que parece fazer toda a mágica. Porém, por atrás dele, existe um componente fundamental, frequentemente esquecido pelos usuários : a polÃtica de empacotamento de softwares Debian. O projeto Debian possui um documento extenso e altamente detalhado, que descreve, em cada mÃnimo detalhe, ao que um pacote de software precisa estar atento para poder ser considerado um pacote oficial e fazer parte da distribuição.
A polÃtica de empacotamento de softwares é o que faz com que o Debian seja altamente superior à s outras distribuições. Ela é bem definida, clara e é aplicada rigorosamente. Ferramentas de apoio aos desenvolvedores auxiliam a reforçar a aplicação das regras ditadas pela polÃtica e qualquer pacote de software que não siga fielmente o que dita o Manual de PolÃticas Debian não é incluÃdo em uma versão oficial da distribuição, não importando o quão importante seja o componente de software fornecido pelo pacote.
Isso, somado às diversas equipes internas existentes dentro do projeto Debian, garante a qualidade da distribuição. Equipes de QA (Quality Assurance), de segurança, de gerência de release, gerência de relatos de erros e diversas outras equipes garantem que um sistema operacional funcional e altamente integrado seja criado, em oposição a mera correção de problemas em pacotes de softwares isolados.
Adicionalmente, cada software passa por um intenso processo de avaliação antes que possa ser aceito oficialmente e adicionado a distribuição. Além dos inúmeros detalhes técnicos, também existe uma equipe de especialistas legais que analisam as licenças de distribuição dos softwares antes de aceitá-los como parte da distribuição.
O fato do Debian ser atualmente a distribuição GNU/Linux que suporta a maior quantidade de arquiteturas de hardware que o kernel Linux suporta também adiciona qualidade à distribuição, uma vez que, como parte do processo de porte das aplicações para uma arquitetura de hardware suportada pelo Debian, inúmeras falhas são descobertas e corrigidas, o que contribui
para a qualidade final do software.Logicamente, some a isso tudo o fato do projeto Debian possuir o maior acervo de softwares livres empacotados e prontos para uso existente da atualidade, deixando para trás todas as outras distribuições GNU/Linux, inclusive as distribuições comerciais. Atualmente, são mais de 15.000 pacotes de softwares prontos para uso e facilmente instaláveis.
Aspectos estratégicos (ou independência tecnólogica)
Uma das grandes vantagens estratégicas que se ganha ao utilizar Debian é a independência tecnológica. Lógico, a grande maioria das distribuições GNU/Linux atuais são livres, mas nada garante que continuarão a ser livres por toda sua existência.
Claro, sempre existirão grupos de pessoas dispostos a iniciar uma nova distribuição com base em uma versão livre existente de uma distribuição comercial caso algo aconteça com a empresa que a desenvolveu e que impossibilite a continuidade da distribuição. Mas criar uma comunidade e manter um projeto grande como o de uma distribuição GNU/Linux, com toda a infraestrutura já fornecida pelo projeto Debian, leva tempo, anos. E consome anos de trabalho de milhares de voluntários. O projeto Debian já tem tudo isso funcionando e uma experiência de 13 anos nessa à rea.
Exemplos de problemas com o envolvimento de interesses privados de empresas no desenvolvimento de distribuições GNU/Linux não são somente teóricos e recentemente tivemos provas da existência dos mesmos, com empresas privadas terminando a continuidade do acesso a atualizações de seguranças para suas distribuições de uso livre e sem custo e, em
muitos casos, praticamente obrigando seus usuários a migrarem para versões comerciais de suas distribuições.O projeto Debian criou o Contrato Social Debian. O item número 1 desse contrato social diz que o Debian irá sempre permanecer composto de 100% software livre. De igual importância, o item número 4 desse mesmo documento diz que a prioridade do projeto Debian será sempre seus usuários e o software livre, o que, na prática, garante que interesses comerciais não serão colocados em primeiro plano e que os usuários não serão forçados a migrarem para versões comerciais da distribuição em momento algum.
A Definição Debian de Software Livre, mais um documento produzido pelo projeto Debian, possui grande importância na comunidade de software livre, tendo sido utilizado como base para a criação do Definição de Código Aberto (Open Sorce), a qual individuais e empresas aderentes ao modelo de desenvolvimento aberto de software usam como base para criação de licenças de softwares que os qualifiquem como software aberto (Open Source).
Ok, é isso por enquanto. Um dia ainda termino e acrescento mais conteúdo. Quem quiser comentar e dar novas idéias, esteja a vontade, nos comentários ou por e-mail.
Update: Mais sobre o assunto “Por quê Debian ?” pode ser lido (em inglês) no excelente WhyDebian, no Wiki oficial do projeto Debian. Aliás, tenho já há muito tempo atrás a idéia de traduzir esse texto, mas à s vezes tenho medo devido ao inglês, em alguns momentos, meio rebuscado usado pelo Manoj
Advogato is no more
September 8, 2006 on 2:35 am | In Debian, DebianBR, English | No CommentsYes, it’s true. Advogato is going offline. It’s sad to see such a good project going offline. I started using Advogato and reading some diaries there a lot of years ago and also wrote some entries myself there.
Anyway, thanks Advogato for all the fish and good luck.
Imprensa ruim
September 8, 2006 on 1:32 am | In DebianBR, Portuguese | No CommentsAntes de sair por aà aos quatro cantos espalhando que mais um servidor do projeto Debian foi invadido novamente, por favor, leia primeiro isso.
Isso mesmo, o servidor não foi invadido, algumas aplicações Web instaladas por usuários foram abusadas, mas nenhuma escalação de privilégios ocorreu. As aplicações já foram desativadas, o problema já foi tratado e o serviço Alioth já estava sendo migrado para outro servidor de qualquer forma.
Os administradores do serviço vão aproveitar a chance da migração para utilizar polÃticas mais seguras na nova instalação. O post que indiquei acima dá algumas idéias do que poderia ser feito.
Projetos livres e contribuições financeiras
September 7, 2006 on 9:39 pm | In DebianBR, Portuguese | No CommentsÉ, parece que estou de volta mesmo. Hoje consegui atualizar algumas traduções, responder algumas mensagens pendentes, testar mais a fundo o problema com o vim-script que estava tendo (o qual parecia ser algum erro de configuração de minha parte) e fechar o bug relacionado e conversar com algumas pessoas no IRC (#debian-br e #debian-i18n).
Nem havia notado, mas o faw respondeu no IRC e fiquei sabendo que ele está lá na conferência sobre internacionalização (i18n) do Debian em Extremadura. Espero que ele se divirta por lá e que o pessoal consiga avançar bastante nas discussões e workshops que acontecerão por lá.
O fike comentou sobre a reflexão de um dos fundadores do projeto NetBSD e a aparente dificuldade de grandes projetos de software livre sobreviverem sem o auxÃlio de nenhuma empresa patrona. Ele também comentou sobre a idéia do Martin sobre o NetBSD se unir ao Debian para juntos fazerem avançar o porte, agora praticamente morto, Debian kNetBSD, ao contrário do Debian/kFreeBSD, que está indo muito bem.
Eu acho que o NetBSD tem suas qualidades e caracterÃsticas interessantes. Apesar de não conhecê-lo, creio que ele teria como sobreviver por conta própria, sem a necessidade de se tornar um porte do Debian para ganhar um pouco mais de atenção dos desenvolvedores.
Não creio que o auxÃlo de uma grande empresa seja crucial para que um grande projeto de software livre consiga sobreviver, pelo menos não diretamente, até porque seria difÃcil conter os ânimos dos envolvidos no projeto, que poderiam ter a impressão de que as empresas patrocinadoras diretas poderiam ter algum tipo de palavra final em relação aos rumos do projeto.
Creio sim que realmente deva existir uma maneira para que os patrocinadores interessados possam contribuir. Até onde eu saiba, hoje em dia, no Debian, existem formas de qualquer um (empresa ou individual) contribuir financeiramente com o projeto, mas basicamente não há como indicar que a contribuição deva ser empregada em um subprojeto ou para solucionar um problema especÃfico.
Acho que isso sim deve mudar. Deveriam existir formas de um contribuidor externo que quisesse contribuir diretamente com dinheiro pudesse fazer uma doação e marcá-la como uma contribuição para ser usada diretamente em uma área especÃfica ou para auxiliar na resolução de um problema especÃfico.
Dessa forma, quem tiver interesse em ajudar a melhorar o suporte a hardware, melhorar o processo de instalação, contribuir para a equipe de segurança ou dedicar sua contribuição para melhorar o tempo de lançamento do Debian poderia simplesmente fazer a doação e o dinheiro seria separado para ser aplicado na tarefa especÃfica.
Como esse é um assunto espinhoso, pois envolve dinheiro e interesse de pessoas externas que não estão por dentro dos detalhes e não sabem o que se passa internamente no projeto, teria que ficar claro desde o inÃcio que o destino da doação seria definida pelo doador, mas que o mesmo não poderia exigir algo em retorno de sua doação (afinal, é uma doação, não um investimento) e não esperar influenciar os rumos do projeto de nenhuma outra forma a não ser acelerando os desenvolvimentos da área especÃfica para a qual fez a doação. É uma maneira de uma pessoa externa ao projeto poder, mesmo que indiretamente, influenciar positivamente o projeto sem fazer parte oficialmente do mesmo.
Porém, ao mesmo tempo que eu acho que o dinheiro seria uma boa injeção no projeto, acho difÃcil a tarefa de quem teria que decidir que uma doação teria que ser utilizada para pagar um ou outro desenvolvedor especÃfico do projeto, visto que outros desenvolvedores poderiam ver isso como uma afirmação de que o trabalho dos mesmos não vale o bastante para ser recompensado tanto quanto o trabalho dos que foram pagos.
Isso é algo perigoso, pois tem o potencial de separar um projeto e afastar desenvolvedores voluntários, a última coisa que um projeto de software livre composto quase que 100% de desenvolvdores voluntários gostaria.
Motivação
September 3, 2006 on 11:01 pm | In DebianBR, Portuguese | 2 CommentsAh ! Como é bom não sentir dores nas costas. Escrevo esta entrada sentado em minha nova cadeira e com o computador em minha nova mesa, devidamente localizados em meu quarto. Já fazia um bom tempo que estava ensaiando a compra dessa dupla dinâmica, mas só hoje consegui colocar minhas mãos (e nádegas) neles.
Eu tinha um sentimento de que a falta de um local de trabalho decente é o que me fazia perder toda a motivação e isso era o que vinha me afastando cada vez mais de qualquer trabalho relacionado ao computador em casa (porque na empresa eu tenha um ambiente adequado), inclusive o Debian.
Não era para menos, porque a cada vez que tentava usar o computador tinha dores terrÃveis nas costas e poucos minutos depois já não aguentava mais continuar. Isso era devido a tentar usar o computador sentado no sofá da sala (wireless te leva a isso), que não é lá o melhor lugar quando você precisa trabalhar de verdade (ao contrário de simplesmente navegar buscando entretenimento e moscar).
Acertei na mosca. Logo após começar a usar o computador devidamente acomodado em uma mesa e com minha pessoa devidamente sentada em uma cadeira decente, fiquei por horas lendo no computador sem ter canseira, dores nas costas e parar nos primeiros 15 minutos.
Também consegui atualizar a tradução do debian-installer sem sofrimento e até me animei para relatar um bug no pacote vim-scripts que está fazendo com que traduzir seja algo difÃcil para os pobres usuários do vim (e não, não vou mudar para o Emacs assim tão fácil). Não coloco o link aqui porque o BTS ainda não me respondeu com o número do bug.
Espero que nos próximos dias eu consiga, aos poucos, ir voltando a ativa novamente e parando de me sentir culpado por não fazer nada para ajudar o Debian. Acho que agora vai
Update: Uma foto da mesa e o link para o bug acrescentados.
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