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Quem disse que não existe suporte para softwares livres ?

December 23rd, 2006 Leave a comment Go to comments

Uma das reclamações que mais ouvimos é a de que não existiria suporte para software livre. Existem pessoas e empresas que tendem a acreditar que, como o software é livre e não simplesmente desenvolvido por uma única entidade (empresa ou indivíduo), não existe suporte para o mesmo e os seus usuários teriam que “rebolar” para resolver seus problemas com softwares livres.

Sabemos que não é verdade e que, de fato, existem inúmeras empresas oferecendo serviços de suporte a inúmeros softwares livres. Não só para os sistemas operacionais livres, mas também para a grande maioria dos sotwares livres que rodam sob sistemas operacionais livres.

Existem empresas no mercado oferecendo diversos níveis de suporte diferenciados, desde o mais básico até o mais avançado, oferecendo diversos pacotes de serviços intermediários. E temos empresas como IBM e HP (para citar somente duas gigantes), que oferecem suporte global, 24×7, em qualquer lugar, a qualquer hora, para aqueles com necessidades mais complexas e/ou mais críticas.

Porém, para nós que estamos vivenciando software livre em nosso dia-a-dia, isso não é novidade alguma. O que realmente me levou a fazer esse post é que a síndrome de final ano, que nos leva a leituras de retrospectivas destrinchando as principais ocorrências relacionadas a softwares livres no ano todo, me apontou para algo sobre o que eu ainda não havia comentado.

Antes de mais nada, eu sei que a história é velha (síndrome de final de ano com leituras de retrospectivas, lembra ?) , mas ainda é importante citá-la de qualquer forma, até para tentar desmistificar a idéia da não existência de suporte para softwares livres (espalhe a palavra negando essa idéia, por favor).

Usando minha máquina do tempo, cheguei a essa carta aberta da empresa Pervasive PostgreSQL, na qual a empresa explicitamente cita que estaria abandonando o negócio de suporte ao PostgreSQL (uma excelente gerenciador de bancos de dados livre) por um motivo que deixaria os que afirmam que não existe suporte para softwares livres decepcionados : a comunidade do PostgreSQL existente já fornecia um suporte de alto nível.

Segundo a carta aberta da empresa, as oportunidades da empresa de fornecer uma fonte de suporte e serviços alternativos era bastante limitada, devido a existência de suporte de excelente nível já fornecido pela própria comunidade PostgreSQL aos seus usuários, de forma gratuita, algo com o que ela não poderia concorrer, logicamente.

Como concorrer com uma comunidade grande de usuários avançados e experientes, que muitas vezes conta até mesmo com os principais desenvolvedores dos softwares que utilizamos ? Quem melhor que os próprios criadores para nos auxiliarem com dúvidas e/ou problemas que temos com sua criação ? Não só temos excelentes soluções em softwares livres, mas também temos excelente suporte comunitário.

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  1. December 25th, 2006 at 16:17 | #1

    Creio que a Pervasive tenha errado o foco. O diferencial deles não é o suporte mas digamos “Suporte e desenvolvimento no foco do cliente”. Essa é melhor forma (acredito) de sustentação, criar novas funcionalidades ou adaptar especificamente uma solução em CA/SL para situações bem específicas e devolver para comunidade uma parte deseu conhecimento, seja mantendo um desenvolvedor, abrindo o código ou simplesmente doando ($$$$) para um projeto. =)

  2. December 27th, 2006 at 13:02 | #2

    Bom, se eu fosse pensar como essa empresa, sei lá …. quantas empresas que eu conheço prestam serviço e suporte em software livre. Acredito, assim como o Fernando Ike, que eles tenham errado no foco. Quantas e quantas empresas que estão com software livre, mas necessariamente não tem uma pessoa que vive e respira software livre internamente para prestar o suporte necessário. O que resta então, são as empresas de suporte em software livre…. Na comunidade tem muitas informações boas e outras ruins, mas precisam de pessoas que entendam e coloquem em prática, mas foi como eu disse, existem empresas que não tem esse tipo de profissional….

  3. December 29th, 2006 at 23:06 | #3

    gostaria de sujerir que voce escreva sobre sobre novas midias na internet, inclusive o podcast que voce mesmo anda ouvindo. Espero que não esteja ouvindo apenas o meu, existem varios podcast sobre varios assuntos, e para nós seres “Periféricos” que levamos 2 horas para chegar ao centro isso se torna muito util. Escolher a informação que queremos absorver .. estamos entrando na geração liberdade de escolha a cada dia ?

  4. January 5th, 2007 at 09:11 | #4

    Realmente o caso da Pervasive foi um erro de estratégia. O Software Livre traz muitos desafios para as empresas. Novos modelos de negócios estão sendo criados. Como sempre, alguns funcionam, outros não. Temos vários casos de sucesso no Brasil. O importante aqui é a valorização do profissional e da empresa competente.

    Agora, que a comunidade do PostgreSQL, a exemplo de muitas outras, realmente oferece um excelente suporte, não há dúvida. Posso dizer que estamos muito bem amparados com a comunidade e ainda assim temos boas empresas e profissionais no Brasil que dão suporte ao PostgreSQL.

    Em termos históricos, podemos dizer que muitos tabus pregados pelas campanhas de FUD estão se quebrando. Realmente temos muito o que comemorar e muito trabalho pela frente.

    []s

  5. Paulo
    April 21st, 2007 at 22:48 | #5

    Trabalho numa empresa que fornece Sistemas de Gestão (ERP, CRM, BI, EDI, etc.). É uma das maiores empresas do ramo no país. O que mais me impressiona é o fato de que é mais fácil eu resolver problemas complicados com SL, através dos fórums e listas de discussão, do que problemas simples dos sistemas da empresa, pelo simples fato de que não existe documentação e o suporte é caríssimo. Além, é claro, do fato da sonegação de informações por parte de quem conhece os meandros do sistema. É interessante notar que a atenção e o interesse da comunidade S.L. em ajudar quem está com dificuldades é muito maior do que o interesse das empresas de tecnologia de “encantar” o cliente.

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