Archive

Archive for the ‘community’ Category

Quem poderá nos defender ?

February 2nd, 2010 4 comments

Mais uma vez, contrariando as indicações de tudo e de todos, estive pensando sobre o futuro, minha condição de nerd e a sociedade estranha na qual estou inserido.

Nós, nerds, apesar de sermos paparicados pelas empresas criadoras de tecnologias, na esperança de que sejamos formadores de opiniões e espalhemos nossas opiniões sobre seus produtos entre nossos semelhantes (e, principalmente, para os não semelhantes), somos na verdade meros objetos sendo utilizados.

Inicialmente, acreditamos que as empresas desenvolvedoras de tecnologia realmente desenvolvem produtos pensando em nosso perfil. Porém, infelizmente, pouco tempo depois, caímos na realidade e percebemos que a realidade é bastante diferente.

Atualmente, os gadgets mais interessantes, os que possuem maior capacidade de criar um novo mercado ou de se estabelecerem como uma nova tendência e cair nas graças do uso massificado não são muito amigáveis para os nerds.

Obviamente, são atraentes como qualquer nova tecnologia o é. Porém, não são atraentes o suficiente para que passem a ocupar um espaço dedicado e garantido em nossa vida.

Celulares, por exemplo, por mais que eu os odeie, passaram a ocupar um local dedicado e garantido em minha vida, por mais que eu me arrependa de dizer disso. São um caso específico, na verdade, pois, ao menos em meu caso, são um mau necessário.

Mas servem para ilustrar, nesse contexto. O ponto é que se tornou algo presente no dia-a-dia de todos, algo massificado, que virtualmente todos possuem e não sabem mais como viver sem. Em outras palavras, ocupou seu lugar em nossas vidas.

Os gadgets atualmente lançados, mais atraentes ao público em geral e que possuem capacidade de conquistar seu lugar em nossas vidas, no entanto, pecam quando o assunto é conquistar realmente um lugar na vida de nossa classe, nerds estranhos segundo a maioria da humanidade não estranha.

Eles não possuem a “hackeabilidade” necessária. Não são dispositivos que permitam que façamos o que quiser com os mesmos. Obviamente, nenhum dispositivo de consumo massificado terá níveis de “fuçabilidade” muito altos, por motivos óbvios : o público alvo pouco se importa com esse item.

Porém, para nós, nerds, esse item é extremamente importante, senão essencial. É aceitável que o gadget, em última instância, seja fornecido com um conjunto limitado de recursos que permitam sua personalização de acordo com as preferência dos usuários mais exigentes.

O que não é aceitável, a meu ver, é que esses mesmos gadgets não permitam modificação alguma e, por vezes, até mesmo tornem isso algo ilegal. A minha opinião é que, contanto que eu não esteja fazendo algo realmente ilegal, sou eu quem deve decidir o que eu posso e o que eu não posso fazer com um gadget pelo qual eu paguei.

Infelizmente, ultimamente, o que venho percebendo é que, cada vez mais, os novos dispositivos de desejo são fornecidos de fábrica com opcionais que não são, em primeiro momento, indesejáveis para o público em geral mais que o são para o nerd padrão.

DRM, por exemplo, é algo que se encaixa nesse contexto. Se eu comprei o gadget e se eu comprei o conteúdo, porque diabos a empresa que me vendeu o dispositivo é que tem que decidir que eu só poderei usar o conteúdo em um único dispositivo ?

Por quê a empresa que desenvolveu o leitor de livros eletrônicos tem que decidir que o livro que eu adquiri só pode ser lido no dispositivo de leitura eletrônica que ela ou seu parceiro comercial me vendeu ?

Eu posso muito bem querer ler esse livro em meu desktop, em meu smartphone, em um laptop ou em um netbook. Sendo eu o dono da cópia adquirida e possuíndo todos esses gadgets, porque não poderia usar o conteúdo dessa forma ?

São todas formas moralmente legais de utilização. Porém, infelizmente, os dispositivos atuais estão sendo distribuídos com mecanismos que impedem que algo tão simples como o cenário descrito acima seja possível.

Se eu quiser instalar um aplicativo de um terceiro em meu dispositivo eu perco totalmente o suporte ao dispositivo ? Não seria mais correto eu, no máximo, não ter suporte ao aplicativo de terceiro em questão e não a todo o dispositivo ?

Pior, isso significa que, na visão da empresa que desenvolveu o produto, eu sou agora um fora da lei ? E, como fora da lei, estaria eu sujeito a penas legais ? Seria justo eu ser punido legalmente somente por estar usando meu dispositivo, comprado legalmente, da forma que eu acredito ser a forma correta e não da forma que a empresa desenvolvedora da tecnologia definiu como correta ?

Pense bem, a minha forma de uso não é moralmente incorreta. Eu não estou deixando de pagar ninguém, não estou utilizando conteúdo adquirido por meios não oficiais e ilegais, mas se não adquiri o conteúdo (seja ele um aplicativo, um livro eletrônico, uma música ou qualquer outro conteúdo) diretamente da empresa que desenvolve a tecnologia ou de seus parceiros eu estou agora, oficialmente, sendo reconhecido como um usuário ilegal ?

Já não é ruim o suficiente os gadgets atuais serem severamente limitados ? Já não é feio o suficiente essas empresas lançarem produtos artificialmente limitados somente para terem chance de lançarem novas versões continuamente, cada uma acrescentando somente uma pequena funcionalidade dentre todas as que sabemos que poderiam existir desde a primeira versão do produto ?

Agora, além de sermos obrigados a conviver com produtos artificialmente limitados, com preços inflados totalmente fora de nossa realidade, ainda temos nossa liberdade de utilização de algo que adquirimos legalmente sendo cerceada de acordo com os interesses de quem os desenvolveu ?

Essas empresas não entendem que, a partir do momento que o produto é vendido, a propriedade daquela cópia do mesmo passa a ser do indivíduo que a adquiriu e não mais delas, as empresas criadoras ?

Você aceitaria adquirir um carro se soubesse que a empresa poderia, remotamente e automaticamente, sem o seu consentimento e sem o seu conhecimento prévio, esgotar o tanque de gasolina caso você circulasse por estradas que as montadoras acreditassem que não fossem interessantes ?

Você aceitaria ser taxado de ilegal caso decidisse ir até a praia no final de semana com seu carro e a estrada utilizada como caminho para seu passeio não fosse administrada pela montadora ou por um de seus parceiros ?

Não ? Então por quê devemos aceitar situação semelhante com os dispositivos tecnológicos que adquirimos ? Por quê aceitar que a empresa que desenvolve nosso leitor de livros eletrônicos apague remotamente de nossosdispositivos de leitura, sem nosso consentimento, um livro pelo qual pagamos ?

Por quê aceitar que seu novo gadget seja artificialmente limitado, não permita a instalação de aplicativos de terceiros para execução de músicas e não permita que as mesmas sejam transferidas de seu desktop para o mesmo caso as mesmas não tenham sido adquiridas da empresa desenvolvedora da tecnologia em questão ou de seus parceiros ?

Visão deturpada da realidade ? Alarmismo inconsciente ? Visão exagerada de um futuro que obviamente não será tão ruim assim ? Sinto dizer, mas isso já ocorre hoje em dia.

Bem-vindo ao presente.

Quem disse que não existe suporte para softwares livres ?

December 23rd, 2006 5 comments

Uma das reclamações que mais ouvimos é a de que não existiria suporte para software livre. Existem pessoas e empresas que tendem a acreditar que, como o software é livre e não simplesmente desenvolvido por uma única entidade (empresa ou indivíduo), não existe suporte para o mesmo e os seus usuários teriam que “rebolar” para resolver seus problemas com softwares livres.

Sabemos que não é verdade e que, de fato, existem inúmeras empresas oferecendo serviços de suporte a inúmeros softwares livres. Não só para os sistemas operacionais livres, mas também para a grande maioria dos sotwares livres que rodam sob sistemas operacionais livres.

Existem empresas no mercado oferecendo diversos níveis de suporte diferenciados, desde o mais básico até o mais avançado, oferecendo diversos pacotes de serviços intermediários. E temos empresas como IBM e HP (para citar somente duas gigantes), que oferecem suporte global, 24×7, em qualquer lugar, a qualquer hora, para aqueles com necessidades mais complexas e/ou mais críticas.

Porém, para nós que estamos vivenciando software livre em nosso dia-a-dia, isso não é novidade alguma. O que realmente me levou a fazer esse post é que a síndrome de final ano, que nos leva a leituras de retrospectivas destrinchando as principais ocorrências relacionadas a softwares livres no ano todo, me apontou para algo sobre o que eu ainda não havia comentado.

Antes de mais nada, eu sei que a história é velha (síndrome de final de ano com leituras de retrospectivas, lembra ?) , mas ainda é importante citá-la de qualquer forma, até para tentar desmistificar a idéia da não existência de suporte para softwares livres (espalhe a palavra negando essa idéia, por favor).

Usando minha máquina do tempo, cheguei a essa carta aberta da empresa Pervasive PostgreSQL, na qual a empresa explicitamente cita que estaria abandonando o negócio de suporte ao PostgreSQL (uma excelente gerenciador de bancos de dados livre) por um motivo que deixaria os que afirmam que não existe suporte para softwares livres decepcionados : a comunidade do PostgreSQL existente já fornecia um suporte de alto nível.

Segundo a carta aberta da empresa, as oportunidades da empresa de fornecer uma fonte de suporte e serviços alternativos era bastante limitada, devido a existência de suporte de excelente nível já fornecido pela própria comunidade PostgreSQL aos seus usuários, de forma gratuita, algo com o que ela não poderia concorrer, logicamente.

Como concorrer com uma comunidade grande de usuários avançados e experientes, que muitas vezes conta até mesmo com os principais desenvolvedores dos softwares que utilizamos ? Quem melhor que os próprios criadores para nos auxiliarem com dúvidas e/ou problemas que temos com sua criação ? Não só temos excelentes soluções em softwares livres, mas também temos excelente suporte comunitário.

Categories: DebianBR, community, support Tags:

A importância da comunidade

November 25th, 2006 7 comments

Os acontecimentos relacionados ao acordo entre Microsoft e Novell que circularam nos últimos tempos geraram uma grande enxurrada de comentários contra e a favor e, em alguns casos mais extremos, manifestações de boicotes contra a Novell.

Não acho que seja correto assumir que a Novell é 100% vilã nessa história toda. Tudo bem que agora ela possa estar tomando um posicionamento que uma grande parcela da comunidade não aprova, mas devemos sempre lembrar que ela ao menos contribuiu bastante com inúmeros projetos de softwares livres/abertos no passado recente e isso deve ser respeitado.

O que a Novell parece estar fazendo agora, porém, é algo perigoso. O problema é que a Novell, mesmo tendo incorporado empresas nascidas 100% ligadas ao software livre/aberto, parece ainda não ter conseguido entender algo crucial para quem pretende atuar como um participante do ecosistema livre : respeitar a comunidade é essencial.

E, por comunidade, não estou dizendo aqui os clientes Novell que utilizam softwares livres/abertos, mas sim as pessoas, empresas, grupos de pessoas e todo o restante que realmente fazem com que essa roda toda continue girando, produzindo tecnologia e soluções de qualidade diariamente, em todos os cantos do mundo.

É crucial que quem quer que pretenda jogar esse jogo entenda que, com software livre/aberto, nenhuma solução que forneçamos aos nossos clientes será composta 100% de tecnologia que criamos nós mesmos, sem a ajuda de ninguém. Por mais bem acabada que sua “casca”, sua “cola”, sua “interface” ou suas melhorias sejam, sempre haverá código de inúmeras outras pessoas/grupos sendo utilizado em algum nível em sua solução baseada em software livre/aberto.

A comunidade é composta de talentos brilhantes, que compartilham suas idéias e código livremente, mas que exigem no mínimo respeito. Assumir que somente seus clientes merecem algum tipo de “vantagem” e que a comunidade não é merecedora da mesma “vantagem” e, ainda por cima, assumir isso publicamente (talvez não diretamente, mas por entrelinhas), é um exemplo perfeito de um tiro no pé.

Digo isso porque, nesse caso, você está desrespeitando seu fornecedor principal, a fonte de onde grande parte da tecnologia que você utiliza em suas soluções é retirada. Dinheiro é bom e todo mundo gosta, mas aceitá-lo para se posicionar contra os ideais do grupo ao qual você publicamente faz parecer fazer parte é, no mínimo, muito ingênuo : ganha-se a curto prazo, mas de médio a longo prazo você mata seu próprio negócio.

Vários membros da comunidade já se posicionaram em relação ao assunto e tornaram públicas suas opiniões, mas o que me fez escrever este post foi algo que acabei de ler e que me serviu de inspiração. Pode parecer evidente para nós, que já convivemos em comunidade há tanto tempo, mas ainda parece ser algo difícil de se compreender para a maioria das empresas, mesmo aquelas com experiência no assunto (vide Novell) : o que importa é a comunidade.

Tenha boas relações com a comunidade e você terá sucesso, desrespeite-a e você terá o que não pediu, algumas vezes da pior forma possível e em uma velocidade extremamente rápida. Eu não sou ninguém para dar conselhos e, devido a isso, dificilmente alguém me ouviria, mas acho importante que quem quer que queira participar da comunidade entenda como as regras funcionam.

Por isso, achei que seria uma boa contribuição ajudar traduzindo o post mais recente do Greg Kroah Hartman, importante kernel hacker há tempos profundamente envolvido com a comunidade, contribuíndo em várias frentes com código e tentando deixar claro para as empresas como são as regras de convivência em uma comunidade formada ao redor de projetos de softwares livres/abertos.

Senhores e senhoras, com vocês, Greg Kroah Hartman :

Todo o ecosistema Linux é bastante estranho para pessoas que estão acostumadas a maneira “tradicional” que as empresas funcionam. Aqui está um guia suscinto para iniciantes para aqueles que precisam de um lembrete.

Em uma empresa de tecnologia “tradicional”, você tem executivos tomando decisões estratégicas profundas, os gerentes seguindo essas decisões e dizendo aos engenheiros o que desenvolver (sim, existe marketing e vendas também, mas parece esse ensaio, vamos simplesmente ignorá-los por enquanto). Normalmente os executivos, os gerentes e os engenheiros estão focados em criar a “futura melhor solução” em sua área, e estão competindo diretamente com outras empresas de sua mesma área.

E isso funciona bem, todos estão acostumados a esse formato e grandes porções da economia mundial dependem deste modelo.

E então há o Linux.

E, por Linux, eu vou focar no kernel aqui, mas você pode extrapolar a idéia para qualquer outro componente do ecosistema de uma distribuição Linux também, pois todos funcionam praticamente da mesma maneira, de uma forma ou outra.

No Linux, as regras são diferentes, bem como a maneira que todo o ecosistema funciona.

Para o Linux, o “produto” é criado por engenheiros trabalhando na comunidade. Os membros da comunidade se reunem e trabalham para um projeto em comum, tornando-o o melhor que podem fazer. Esses engenheiros são um grupo bem grande, originados de um grande número de empresas e com experiências distintas.

Empresas entenderam que o Linux é algo bom para se usar e tentaram entender como ganhar dinheiro oferecendo-o como um sistema suportado semi-estável.

Essas empresas possuem executivos, gerentes e engenheiros, da mesma forma que uma empresa tradicional também os possui. Mas aqui é onde as coisas começam a funcionar de forma diferente. Esses executivos ainda tomam profundas decisões estratégicas, os gerentes trabalham para levar essas decisões em frente e dizem aos engenheiros o que desenvolver, mas os engenheiros tem que trabalhar com a comunidade para atingir seus objetivos. Esses engenheiros dependem da comunidade para serem capazes de criar algo que a empresa toda possa fornecer aos clientes e com o que possa ganhar dinheiro.

Devido a essa dependência da comunidade, as empresas tendem a serem divididas em duas grandes categorias (sim, existem mais categorias, mas, por enquanto, vamos simplificar as coisas) :

  • empresas que ignoram a comunidade : Essas empresas meramente empacota seja lá o que for que a comunidade crie e vende isso. Assim, elas não possuem muita influência no produto e se tornam jogadores menores no mercado.
  • empresas que abraçam a comunidade : Essas empresas contratam membros da comunidade ou permitem que seus funcionários entrem na comunidade, uma vez que elas entendem que essa é a única forma de possuem de guiar o Linux para direções que elas acreditam que ele deva seguir. Devido a isso, a empresa é capaz de oferecer soluções a seus clientes um pouco antes que as empresas na primeira categoria as oferecem e elas podem suportar seus clientes de forma muito melhor, uma vez que os membros da comunidade são capazes de auxiliá-los diretamente.

Empresas que se encaixam na primeira categoria podem agir da forma que desejarem, seus executivos podem fazer acordos com quem desejarem, elas podem tentar ser concorrentes diretos de outras empresas e ninguém na comunidade irá realmente se importar, uma vez que essas empresas são jogadores pequenos e não muito importantes.

Porém, empresas na segunda categoria devem se atentar a comunidade. Seus executivos não podem sair por aí fazendo coisas que não estejam nos melhores interesses da comunidade, seus gerentes não podem tentar competir diretamente com seus competidores e seus engenheiros não podem ignorar os desejos e opiniões da comunidade.

Caso alguma dessas coisas aconteça, a empresa logo será ignorada pela comunidade, forçada a implementar todas as grandes coisas que os executivos e os gerentes sonharam por si só e lentamente acabar se tornando uma empresa membro da primeira categoria, relegada a ser um jogador pequeno, uma vez que a comunidade e as empresas que são membros reais da comunidade as ultrapassam e seguem seu próprio caminho.

A história já está cheia de remanescentes de empresas que originalmente iniciaram abraçando a comunidade, mas então cometeram o erro de pensar, por algum razão, que eram empresas de tecnologia “tradicionais”.

Será interessante ver o quão bem as empresas atuais no ecosistema Linux realmente entendem o quão diferente seu ambiente de negócio realmente é.

Note que todas as idéias que você possa ter sobre qual empresa da mundo real se encaixa em qual categoria, ou porque este ensaio foi escrito em primeiro lugar é tudo algo que está em sua própria mente …

Perceba que, no início de seu ensaio, Greg diz : “Aqui está um guia suscinto para iniciantes para aqueles que precisam de um lembrete.” Eu creio que sua intenção foi tentar relembrar seu empregador que existem regras a serem respeitadas e quais são os riscos de não respeitá-las.

O último parágrafo é bastante irônico, já que o próprio autor do ensaio, além de ter as credencias já expostas anteriormente, também é um membro da comunidade sendo pago pela Novell para desenvolver projetos de software livre/aberto em comunidade, principalmente o kernel Linux.

Você tem alguma alguma dúvida de qual empresa faz parte da segunda categoria e porque o ensaio de Greg foi escrito ?

Categories: DebianBR, Portuguese, community, msandnovell Tags: