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A palavra, a verdade e a mentira : quando utilizá-los ?

March 6th, 2010 2 comments

Somos tão idiotas. Não dizemos o que pensamos e não pensamos no que dizemos. Se soubéssemos dizer o que pensamos de forma seletiva serial maravilhoso.

Seria interessante se soubéssemos dizer o que pensamos quando isso é realmente importante, mas não quando isso pode potencialmente nos trazer resultados indesejados.

Obviamente, existem momentos em que é possível pressentirmos que dizer o que pensamos pode trazer resultados indesejados e é em momentos como esses que devemos nos conter.

Porém, existem momentos em que é praticamente impossível saber ao certo o que ocorrerá se dissermos o que realmente pensamos. Tanto pode ser um retorno desejável quanto podemos ter um péssimo retorno, completamente contrário ao o qual realmente esperávamos.

Talvez seja por isso que a maioria das pessoas acabam deixando de dizer o que realmente pensam, exatamente para evitar possíveis resultados indesejados.

Temos medo. Essa é a verdade. Não necessariamente medo da palavra, do ato de dizer, mas sim das consequências resultantes de nosso hipotético ato de usar a verdade.

Temos medo de machucar as pessoas ou mesmo de afastá-las, de forma que nosso contato com as mesmas fique prejudicado ou mesmo impossibilitado.

É impossível saber ao certo se o pensamento do receptor de nossas palavras está em sintonia tão boa com nosso pensamento a ponto do mesmo entender a mensagem da forma como a imaginamos.

É comum o contrário acontecer, ou seja, tentarmos flertar com a idéia de dizermos o que pensamos e a mensagem ser compreendida de forma completamente diferente da forma inicialmente intencionada.

Poderíamos encurtar todo o processo e tornar a vida muito mais simples para todos, simplesmente nos privando de ocultar a verdade e tornando nossas idéias públicas, de forma que as mesmas passassem a ser transmitidas da forma mais sincera possível.

Infelizmente, não somos evoluídos o bastante para nos permitir esse exercício de sinceridade. Os mais intelectualmente evoluídos provavelmente iriam nos odiar. Odiariam aqueles de nós que simplesmente tivessem optado por utilizar a verdade.

Fighting temptations : How to convince yourself not to buy when you want to

November 15th, 2009 2 comments

I’m widely know (by my peers, not globaly know, as you may guess) for being a well controlated person when it comes to spending my sacred and beloved money. Actually, I’m so well controlated that I’m sometimes seen as someone who hates to spend money.

Sometimes I’m almost convinced that people thinking that way about me are right, but then I get back to my conscious mind and realize that they think like this because people tend not to agree with what they don’t practice and, generally speaking, society has been continuosly teaching them to become as consumists as possible.

Obviously, I’m not completely protected against consumism, as I’m human and have as much desires as anyone else, but I think I’m doing well on keeping myself from being taken to the path which lead us to bit the bullet and spend our money on something.

What contributes to this control also demonstrates how we’re used to learn better only from mistakes, as I already spent too much money on things which I initially thought I desperately needed, but which after I realized weren’t actually all that much needed after all.

I have been trying to avoid wasting money on an e-book reader for months. At the beggining it was a piece of cake, as there wasn’t a real option (mind you that I live in Brazil, not in the USA or some other so called first world country). However, in the last few months, the scenario has been changing and it seems that these days there are actually some options available.

I have been researching privately about options for months and have become well aware of all the advantages and disavantages of all the options available today. Sorry, I won’t be pointing the right option to you, as your best option probably will be different from mine and recommending things isn’t the point of this post.

Technically speaking, the options available today seems to provide me with what I need. There are no doubts that almost any of them would be good (but not all of them would be “the right”) choices and actually would represent a real improvement over the current situation.

So, one might ask, why not go ahead and just buy the damn thing ? For most of the people out there, it would seem to be the right thing to do, as I would be doing conscious and well researched purchase after all. Well, I would be doing something good for myself for sure, but the government actually would need to show me some respect and prove me they have some respect for me as well.

Amazon, for example, is shipping the Kindle for other countries and Brazil is one of them. I would surely just go ahead and buy it the day the shipment was announced and that was almost what I did. What prevented me from doing so was the insane/absurd takes government is applying on anything one wants to import from another country.

Even after converting the price from dollars to the local currency (reais), the price is something like three to four times higher that the original price in the origin country. It’s insanely prohibitive for the vast majority of citizens and one could wonder why this is so when this is a device used basically for reading. Mind you that the government has big tax reductions for importing books, for example, which are seen as culture related items and so get to win some advantages over other non-culture related items.

To summarize it all, if you want to convince yourself how not to spend money on something, even when you really want to, just do the math regarding the amount of the taxes you would need to pay and I assure you there will be no regrets when latter you think why you did not bought it.

Criando conteúdo a partir do Tomboy

June 14th, 2009 4 comments
Muitos já devem ter ouvido falar do Tomboy. É um simples e simpático utilitário de notas pessoais, no estilo Post-It, mas que utiliza o mesmo conceito de links de um Wiki para ligar idéias/notas.

Já havia começado a utilizá-lo há um bom tempo atrás, mas, por algum motivo que não me vem a mente no momento, simplesmente deixei de utilizá-lo e acabei esquecendo de sua existência.

Nos últimos dias, estava procurando uma solução para me auxiliar a anotar pensamentos e idéias rápidas, de forma simples, sem muita frescura, somente para que as mesmas não se percam. Com o tempo, de pois, as mesmas podem ser mais bem trabalhadas. O importante é, como em fotografia, capturar o momento.

O Tomboy é útil exatamente para isso. Você está lendo, ouvindo, escrevendo ou vendo algo e uma idéia interessante surge. Ao invés de se iludir tentando guardá-la na cabeça e correr o risco de perdê-la posteriormente, você simplesmente a anota em uma nota no Tomboy.

Durante os dois ou três dias em que recomecei a utilizá-lo, o Tomboy já me auxiliou a organizar idéias pessoais e profissionais e já consegui finalizar algumas tarefas que sempre ficavam pendentes por eu acreditar que eram muito simples para serem anotadas.

Ledo engano, visto que sempre acaba me esquecendo das mesmas e, no final das contas, nunca as realizava, já que nunca lembrava das mesmas ao emaranhado de idéias em ebulição que pintam em minha mente a todo momento.

Um do recursos que eu procuro em qualquer software que seleciono para incluir em minha rotina de uso é a capacidade de, além de ser simples, não atrapalhar. Ou seja, o software precisa fazer o que se propõe a fazer e não criar empecilhos e/ou dificuldades para que seu uso seja efetivo.

O Tomboy fornece isso, ficando lá, estacionado quietinho no painel do GNOME como todo applet bem comportado deveria fazer, sendo facilmente alcançado com um clique ou uma única combinação de teclas, aparecendo somente quando chamado e desaparecendo o mais rápido possível para não interferir no fluxo de trabalho.

Além dessas características, outra coisa que o Tomboy oferece é uma arquitetura de plugins. Ele já é fornecido com inúmeros plugins e possui diversos outros desenvolvidos por terceiros, os quais acrescentam funcionalidades interessantes.

Um exemplo são os plugins de sincronização de notas. Enquanto a sincronização de notas online não se estabelece como um recurso carimbado como estável e o serviço Snowy (o qual utilizará a nova Tomboy Web REST API para colocar suas notas na nuvem) não é oficialmente lançado, podemos fazer uso dos plugins de sincronização de notas em diretórios locais ou remotamente via WebDAV ou SSH, usando sshfs/FUSE.

Venho usando a sincronização de notas através do plugin de sincronização SSH, que utiliza a tecnologia FUSE para “montar” um espaço em um servidor remoto, via SSH, e armazenar as notas do Tomboy lá, remotamente.

Dessa forma, é possível ter acesso a suas notas a partir de qualquer computador que tenha o Tomboy instalado. Não possuo Microsoft Windows instalado, mas já testei o Tomboy em GNU/Linux e MacOS e existem versões para Windows. Suas notas em qualquer lugar, a partir de qualquer plataforma.

Por ser de fácil uso, o Tomboy lhe incita a escrever notas sobre os mais simples e, aparentemente, mais inofensivos pensamentos possíveis. Isso é ótimo, pois invariavelmente você acaba sempre se lamentando de ter esquecido uma boa idéia que lhe passou pela cabeça e acabou sendo esquecida.

Idéias boas são raras. Não devemos tentar ficar exercitando o cérebro tentando armazená-las indefinidamente. Além de ser quase impossível, existem outros usos mais nobres para nossas mentes do que ficar guardando cada pequeno pensamento. Deixe uma ferramenta como o Tomboy fazer o trabalho sujo para você.

Um outro exemplo de plugin que comecei a utilizar agora e que, acredito, passarei a utilizar com uma frequência muito maior daqui em diante é o TomboyBlogposter, um plugin para postar suas nota do Tomboy como posts em seu blog.

Este, senhoras e senhores, é o primeiro post que vos ofereço, diretamente do meu novo “bloco de notas” pessoal virtual, o Tomboy.

Sonhos de infância e realidades da vida adulta

February 1st, 2009 4 comments

Quando criança, eu sempre ficava imaginando o que eu seria quando crescesse. Basicamente, eu sofria da loucura que os candidatos a universitários sofrem quando precisam escolher uma carreira, uma profissão para o resto de suas vidas, mas ainda estão indecisos.

A diferença era que eu sofria disso uns dez anos antes da época normal de uma pessoa sofrer com isso. Nesse sentido, eu fui muito precoce. Somente nesse sentido, visto que, para muitas outras coisas, ainda sou um bebê aprendendo a descobrir o mundo. Talvez seja por essa precocidade em relação a esse assunto que eu bloqueei inconscientemente esse pensamento e consegui sobreviver até hoje sem tomar uma decisão real sobre essa questão.

Sim, senhoras e senhoras, eu, por mais escandoloso que isso possa parecer a vocês, ainda não tenho formação de nível superior. Felizmente, consegui viver relativamente bem até hoje dessa forma. Veja bem, não estou incentivando ninguém a fazer o mesmo, o que funciona para mim pode não funcionar para você e vice-versa.

Inclusive, é importante notar, a falta de uma formação de nível superior me fez perder muitas oportunidades profissionais muito interessantes. Não tenho como afirmar que seria uma melhor pessoa ou teria uma vida melhor (em todos os sentidos, não somente financeiramente)  caso tivesse ido em frente e cursado uma faculdade, mas o fato é que ainda não passo fome. Ainda.

Desde que comecei a trabalhar com tecnologia, eu basicamente deixei a vida ir me levando. Nunca tive muita preocupação em planejar uma carreira e definir metas profissionais. Comecei como fuçador, como muitos de vocês provavelmente também começaram, e continuei. Simples assim.

A vida seguiu seu curso e o universo agiu a favor. Nunca cheguei a me preocupar em me matar de estudar, me formar, escolher uma carreira, ter ascensão profissional e toda a parafernália envolvida. Quando criança, eu não tinha uma resposta pronta e exata para quando me perguntavam o que eu queria ser quando crescesse.

Talvez porque, na época (na saudosa década de 80, com Juba e Lula comendo solto), minha profissão simplesmente ainda não existisse. Eu tinha um lampejo de idéia de querer “lidar com computadores“, mas ainda não sabia o que isso realmente envolveria e o que eu realmente faria com eles (os computadores) alguns anos mais tarde.

Podem me chamar de velho (e eu sou, 3.0 inclusive, chupa modinha 2.0), mas eu sempre tive em minha mente de criança a idéia de uma profissão como sendo um trabalho braçal. Não entrava em minha cabeça uma pessoa poder trabalhar com a mente e ainda poder chamar isso de profissão.

Não me perguntem o porque disso. Talvez Freud explique, mas eu acredito que seja mais devido a minhas aulas (inúteis, reconheço, e não me orgulho disso) de não-me-lembro-mais-o-nome-do-curso (acredito que seja Estudos Sociais), nas quais o meu professor sempre fazia questão de frisar a importância da frase “O trabalho dignifica o homem“.

Trabalho é uma palavra que eu associo diretamente, sem escala alguma, a esforço físico, o bom e velho trabalho braçal de antigamente. O que eu e muitas outras pessoas fazemos atualmente, nessa sociedade da informação, eu prefiro associar a uma ocupação, a qual, vejam vocês, acaba por também ser minha forma de ganhar meu Toddy (sim, porque não sou muito chegado em pão).

Ainda hoje, sinto uma grande estranheza quando ouço pessoas falando sobre “nossos profissionais”, se referindo a equipe da qual faço parte. Eu ainda tenho um preconceito inconsciente (do qual venho tentando me livrar, mas do qual meu cérebro ainda teima relembrar sempre que possível) em relação a qualquer forma de trabalho não braçal.

Eu cheguei a exercer trabalhos braçais antes de entrar nessa loucura que é a àrea de tecnologia, e nessa época não achava que o que eu fazia não era um trabalho. Ao contrário, aquilo sim eu entendia como um trabalho. Manual, do tipo que você soa e fica fisicamente cansado de fazer.

Passei anos do início de minha vida na àrea de tecnologia tentando me adaptar, educando meu cérebro a pensar que o que eu estava fazendo era um trabalho, que eu tinha uma profissão e que aquilo era um trabalho digno como qualquer outro. Só menos fisicamente cansativo e financeiramente mais compensador.

Melhorei bastante e hoje em dia já consigo aceitar muito disso como natural nos outros, mas ainda tenho um resquício de preconceito contra eu mesmo, teimando em achar que eu não sou um profissional no sentido mais literal da palavra. Talvez eu consiga curar isso cursando uma faculdade e obtendo um diploma, para convencer minha mente de que, agora sim, oficialmente, eu sou um profissional.

Ou, talvez, isso se cure somente com terapia. O fato é que, ainda hoje, sinto que não passei, em minha vida pós-infância/quase-adulta, pela experiência de escolher uma profissão da forma tradicional e, provavelmente por isso, ainda não tenha digerido o fato de que, para alguns, sua ocupação atual é algo tão natural que todo esse processo maluco histérico pelo qual passei precocemente ainda na infância simplesmente não é necessário.

Dada o enorme universo de novas profissões criadas nos últimos anos e a quantidade ainda maior delas que são criadas diariamente, é impossível que ninguém no mundo tenha pensando da mesma forma. Por isso esse post, para tentar compartilhar com outras pessoas essas doideiras que eu teima em carregar em meus pensamentos. E você, tem disso também ?

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Massa demôniaca

January 31st, 2009 8 comments

Cá estou eu, tentando focar, fazer a coisa certa, estudar, absorver conhecimento, enriquecer meu cérebro e melhorar meus dotes intelectuais para conseguir viver uma vida melhor, mais correta e mais pacífica, em todos os sentidos.

Cansado das briguinhas e dos egos inflados da blogosfera (ô palavrinha feia, quase tanto quanto campuseiro), resolvi sair em busca de conteúdo mais interessante nas Interwebs, já que me recuso (?) a acreditar que o mundo é composto totalmente por exemplares de seres humanos acéfalos.

E não é que, como eu suspeitava (desde o princípio?), realmente existe esperança para a raça humana (em retrospecto, me arrependo de ter dito isso). Encontrei conteúdo bom. Inocente, bem escrito, humano, legível e em português pré-miguxo (uma dávida hoje em dia). Inspirador e que te faz pensar.

Maravilha! Hoje, sábado, como televisão atualmente para mim é tão relevante quanto um show do Wando  (mesmo o conteúdo da TV paga começa a ficar repetitivo demais para o meu gosto) e eu estou em um momento de contenção de gastos (vide crise mundial e o dia-a-dia de 99% de nosso belo povo), separei um tempinho para me aventurar na leitura do conteúdo intelectualmente estimulante recém descoberto.

Porém, mal sabia eu, pobre exemplar da raça humana (e não tenho orgulho disso), que ainda teima em tentar não fazer parte da massa de manobra, que o universo conspira tanto a favor quanto contra e, na maioria das vezes, tentando lhe forçar a desistir de sua idéia de se desgarrar de seu rebanho, o universo pende para o lado da conspiração contra.

Não há prova mais clara de que o cérebro humano, quando não exercitado, prestes a atrofiar (ou já atrofiado?), entra em modo fail e passa a lhe pregar peças (e a lhe fazer passar vergonha) do que essa nova onda (que teima em não sair de moda) de palavrões gritados em volume satânico que é o que chamam de funk.

Neste exato momento, em que tento curtir meu momento de paz e minha leitura, o dono da padaria aqui ao lado (como se já não bastasse o dono do bar), tendo a idéia genial de atrair clientela dando ao povo o que é do povo (pão e circo), resolveu tocar em um volume estoura-tímpanos++, em seu possante envenenado com as portas abertas ao melhor estilo dumbo, as mais belas pérolas do funk carioca.

Sim, sou paulista e moro em São Paulo, mas essa praga (como todas as outras), viaja rápido e se alastra. Sendo assim, eu, pobre pseudo-assalariado que luta para ter uma vida pseudo-digna, sou obrigado a olhar para o teto e me questionar sobre o universo, a vida e tudo mais, sem deixar também de me espantar, me questionando qual seria a razão da espécie humana ainda não ter sido extinta.

Sim, porque se a entidade que dizem controlar a tudo e a todos realmente acredita que manifestações demôniacas devem ser combatidas, o que ela está fazendo que até agora não exterminou uma raça que teve a capacidade de criar uma aberração dessas ?

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Anjos e demônios

January 26th, 2009 2 comments

A sensação é conhecida : você tenta se conter e não fazer algo que você sabe que seria errado, algo que lá no seu inconsciente, você reconhece como não sendo “o certo” a ser feito.

Porém, gerado lá na mesma fornalha de pensamentos sórdidos e, vez por outra, de algumas idéias geniais, lá no fundo, outro pensamento vem a mente, querendo, de alguma forma, justificar o pensamento contrário ao pensamento anterior, tentando ao máximo lhe convencer de que o que você sabe que não é certo, pode, quem sabe, não ser lá tão errado assim.

Não, não é loucura. É simplesmente seu cérebro funcionando. E isso acontece constantemente e pode ser aplicado as mais diversas situações. Economizar e gastar, por exemplo, é um exemplo clássico e me incluo facilmente como sofredor desse mal psicológico.

Eu sou uma pessoa bastante controlada com dinheiro. Consegui, desde sempre, me conter e não gastar com supérfluos e, por vezes, até mesmo não gastar com não supérfluos, coisas úteis mesmo. Tudo para, quem sabe, conseguir atingir um objetivo maior, algo ainda mais importante, ainda mais do que o não supérfluo de necessidade pseudo-duvidosa imediata.

Porém, por mais que eu entenda a importância desse hábito (sim, virou um hábito, de tão comum), as vezes é complicado justificá-lo a mim mesmo. Um outro cérebro parece tomar conta de tudo e me sinalizar, ardilosamente, que essas idéias tão dificilmente cultivadas e transformadas em hábitos, podem não ser assim lá tão importantes quanto eu imagino que sejam.

É algo complicado, na verdade. Conviver constantemente com um anjinho e um diabinho, duelando constantemente pelo controle de suas idéias. Você sabe que, se não resistir e de deixar se levar por um ou por outro, provavelmente vai ter efeitos colaterias que, de alguma forma, acabam sendo sempre ruins, seja para sua vida pessoal ou para sua vida emocional.

Por isso, as vezes me pergunto : isso é realmente meu cérebro ? Um somente ? Brigando consigo mesmo ? Será que realmente existe somente um brigando furiosamente entre seus dois extremos no intuito de ganhar o poder de controlar meus atos no mundo real ?

Ou será que o cérebro, que segundo dizem é racional e, por vezes, insensível, estaria tentando derrotar a, por vezes, mais “racional” e sensível (e, por isso, mais correta, segundo muitos) alma ?

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Craque espartano

January 24th, 2009 No comments

Estava lá eu, novamente, degustando da fonte infindável de sabedoria, quando li de relance na capa do UOL a chamada para um post no blog do Juca Kfouri : Uma homenagem a Leônidas, ‘pai’ das bicicletas.

O post eu na verdade não li, mas por um instante me veio a cabeça a imagem de Leônidas, o rei espartano, empurrando o pobre mensageiro persa para a queda fenomenal no poço sombrio com a ajuda de uma bicicleta (não o meio de transporte, mas sim o famoso movimento usado no futebol).

Alguns segundos depois, percebendo que se tratava de um texto do Juca Kfouri, a ficha caiu e a associação com o jogador de futebol Leônidas se deu. Apesar de não entender bolhufas de nada ligado as artes, as vezes eu acredito que teria me dado bem se tivesse optado pela carreira de roteirista.

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Anything that can go wrong, will go wrong

January 24th, 2009 5 comments

As vezes, acredito que Murphy tinha o poder de ver o futuro e, se apreveitando disso, acabou cunhando sua famosa lei com base no que viu em uma de suas muitas olhadelas na comédia de minha vida futura. Ou isso ou ele roubou o DeLorean do Dr. Brown e fez uma parceria com Marty McFly.

Ontem cheguei em casa feliz da vida, esperando encontrar uma passagem aérea relativamente em conta para ir aos USA assistir o início da quinta temporada de Lost e, logicamente, como não poderia deixar de ser, minha querida companhia telefônica novamente me deixou na mão.

Me lembrei então que recentemente fui ludibriado novamente e caí no conto do vigário. Já que estou pagando, por quê não usar, correto ? Correto. Mal sabia eu que, novamente, Murphy resolveu rir de minha desgraça e, logicamente, minha conexão 3G também não funcionou (aliás, quando funcionou mesmo, hein ?).

Consegui, com a ajuda de um vizinho anônimo camarada, uma conexão WiFi mediana que me permitiu ler alguns e-mails e navegar em alguns sites leves para ler notícias. Mas downloads, mesmo de arquivos relativamente pequenos (30MB, por exemplo), demoraram horas para serem finalizados

Considerando que, ultimamente, também estamos enfrentando problemas no trabalho com lentidão fora do comum de nosso link Internet, começo a acreditar que a fada do link realmente não vai com minha cara. Alguma das pedras que eu joguei deve tê-la acertado quando ela ainda fazia um bico como fada do dente.

A ultra-super-megaboga conexão de 10GB do Campus Party provavelmente só está funcionando até agora porque eu não estou lá. Se estivesse, ela cairia, com certeza. Fiquem tranquilos campuseiros, eu prometo que não apareço por aí, até mesmo porque agora, 24 horas depois de eu querer usufruir de minha conexão Internet, Murphy parece ter dado uma trégua e estou embarcando em minha viagem para uma sessão extra de estréia de Lost.

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Mais valioso do que dinheiro

November 6th, 2007 2 comments

Hoje, conferindo os feeds dos sites de notícias que costumo acompanhar, me deparei com um post interessante que apareceu no Liferea, vindo do agregador Planet Debian.

Na verdade, o post em si não é lá muito interessante, mas sim um link para um antigo artigo (datado de 1987) sobre o impacto de recompensas como fontes de motivação, citado no post em questão.

O interessante é que o artigo, mesmo sendo bastante antigo (20 anos), confirma alguns sentimentos que eu tenho sobre essa questão. Não que eu seja anti-capitalista ou que não goste de dinheiro (pelo contrário, vide meu post anterior) mas acredito que compensação financeira nem sempre seja a única ou até mesmo a melhor fonte de geração de incentivos.

Logicamente, um aumento de salário deixa qualquer um contente mas muitas vezes um elogio pode ter um efeito incentivador muito maior do que algumas moedas a mais entrando em seu bolso. Em meu caso, um elogio vindo de pessoas certas então é algo ainda mais incentivador e gratificante. As pessoas certas, em meu caso, são pessoas que, por algum motivo qualquer, eu admiro.

Receber um elogio de um de seus ídolos ou daquela pessoa na qual você sempre se espelhou é um sentimento indescritível e faz muito bem ao ego. Contribuir com um projeto de software livre é algo muito interessante porque lhe permite, com uma dose cavalar de esforços aplicada, experimentar esse tipo de sentimento e, ao mesmo tempo, ser útil para uma população muito maior de indivíduos do que você, seu chefe e seu próprio umbigo.

O artigo em questão também cita que a criatividade e o interesse intrínseco diminuem caso a tarefa a ser cumprida seja feita somente visando um ganho ou retorno específico. Isso eu posso confirmar, com certeza. Se você trabalha em algo somente por estar interessado em quanto aquilo vai lhe render financeiramente, mesmo sendo capaz de produzir algo bom ao final, certamente você não vai produzir algo maior do que isso, algo grande que possa ser notado, lembrado e admirado por muitos, algo do que você realmente se orgulhe.

O sentimento de fazer parte de algo maior (uma comunidade mundial de pessoas unidas por um objetivo em comum no caso do software livre), de poder ser útil para uma grande quantidade de pessoas, de fazer aquilo que você gosta e receber um pagamento muitas vezes ainda mais valioso do que dinheiro por isso é altamente gratificante.

Isso certamente explica o que impulsiona e motiva alguns colaboradores de projetos de software livre a participar de algo que não lhes rende lucro direto, mas que lhes proporciona um sentimento de dever cumprido, de estar fazendo a coisa certa. Algo que muitos não conseguem enxergar, talvez por estarem viciados em ser recompensados através de ganhos financeiros por tudo que fazem e somente serem motivados a percorrer aquela milha a mais caso exista um retorno direto garantido.

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Vendendo a alma (ou, opcionalmente, pagando a hospedagem)

November 5th, 2007 No comments

Olá pessoal,

Os mais atenciosos (ou qualquer um que leia os posts diretamente no blog e não somente assinando o feed) irão perceber que algumas mudanças ocorreram no blog desde o meu último post.

Mudei novamente o tema utilizado pelo blog. Acho que desta vez encontrei um tema bacana e simples, que não prejudica a leitura dos posts e não deixa uma boa parte dos posts desalinhados e com problemas de exibição em alguns navegadores, como era o caso do tema anterior.

Além da mudança no tema, vocês vão notar que eu passei a usar o AdSense do Google no blog. Não é que eu queira parar de trabalhar e viver somente de renda gerada do AdSense (até porque não tenho calibre para isso), mas uma pequena (e bota pequena nisso, no caso do AdSense) fonte de renda adicional não é nada ruim.

Se eu conseguir pagar as despesas de hospedagem do servidor virtual que hospeda este blog já está valendo, mas se alguns centavos a mais aparecerem, também prometo que não fico chateado :-) Achei que seria importante avisar aos leitores do blog sobre essa minha decisão e deixá-los cientes de que não vendi a alma ao diabo e nem me tornei um porco capitalista, como todo blogueiro que resolve começar a monetizar seu blog parece ser percebido hoje em dia.

Tentei deixar uma quantidade pequena de anúncios e vou me esforçar nos próximos dias para acertar o AdSense no intuito de exibir ao máximo possível somente anúncios relacionados aos temos dos textos sendo escritos no blog, apesar de eu acreditar que isso o AdSense vai aprendendo aos poucos conforme os posts forem aparecendo e ele for compreendendo minha forma de escrever.

O que vocês acharam ? Ficou muito intrusivo ou é suportável ? Deixe suas opiniões sobre esse questão nos comentários. É importante notar que os anúncios sendo exibidos no momento eram os anúncios do menor tamanho existente dentre as escolhas de banners horizontais na lista de banners para uso disponibilizada dentro da interface de administração do AdSense.

Obrigado pela leitura e até o próximo post.

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